Lesão Renal Aguda em UCI | ONLINE | Outubro 2021

DATAS: 16 de Outubro (Sábado 9h00-13h00)

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ACREDITAÇÃO

A Lesão Renal Aguda (LRA) em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) é uma situação frequente que surge como parte ou consequência de uma falência multiorgânica.

A severidade da doença, muitas vezes associada ao Síndrome de Disfunção Multiorgânica (MODS) relaciona taxas de mortalidade que rondam os 30% a 70%, sendo que 5% a 10% destes doentes chegam mesmo a necessitar de uma técnica de substituição renal.

A etiologia da LRA, nestes doentes é consequentemente multifatorial e frequentemente relacionada com a sepsis, alterações hemodinâmicas, insuficiência cardíaca ou cirurgia cardíaca, falência hepática.
Embora antes considerada uma medida extraordinária, a capacidade de realização de Técnicas de Suporte Renal, mesmo num cenário de instabilidade hemodinâmica acentuada, tornou-se rotina. No entanto, uma incerteza substancial permanece em relação a muitos dos aspetos fundamentais da gestão de técnicas de substituição renal incluindo: o momento ideal de iniciação; sendo adicionalmente complexa a escolha da técnica, uma vez que existem vários métodos disponíveis e, dentro de cada método, existem diferentes características intrínsecas. Todo este conjunto de possibilidades de suporte renal leva a uma heterogeneidade de ação clínica perante a diversidade de doentes que surgem.

Neste contexto é exigido ao enfermeiro conhecimento científico e competências técnicas que lhes permita fazer um raciocínio clínico critico-reflexivo na gestão da técnica, através da identificação de diagnósticos de enfermagem, definição de intervenções especificas e avaliação de resultados direcionadas ao doente crítico.

Curso Online através da plataforma Zoom.

Sessões de formação Online pelo Zoom

 

Com este curso:

No final da formação, os participantes deverão ter  desenvolvido competências técnico-científicas face à pessoa em situação crítica submetida a Técnicas de Suporte Renal Continuas.

INFORMAÇÃO

No final da formação, os participantes deverão ter desenvolvido competências técnico-científicas face à pessoa em situação crítica submetida a Técnicas de Suporte Renal Contínuas.
• Compreender a anatomia e fisiologia do rim;
• Definir e identificar lesão renal aguda;
• Reconhecer avaliando as diferentes técnicas de substituição renal demostrando conhecimentos sobre principais princípios Fisicos-químicos;
• Identificar as diferentes técnicas de anti-coaguçlação do circuito extra-corporal;
• Reconhecer a importância da anti-coagulação atendendo as complicações da mesma;
• Conhecer o funcionamento do Catéter Venoso central de Diálise (CVD) na permeabilização/canalização da veia central para realização de TSRC;
• Adaptar e liderar na gestão da escolha do acesso vascular visando a otimização na qualidade dos cuidados;
• Prever e Identificar indicações relacionadas com as TSRC;
• Definir focos/diagnosticos de enfermagem desenvolvendo as respetivas intervenções especificas de enfermagem;
• Compreender diferenças entre técnicas intermitentes vs contínuas.
Enfermeiros e Finalistas de Licenciatura em Enfermagem
Mínimo: 4
Máximo: 30
• As Técnicas de Suporte Renal Continuas cada vez mais são um complemento essencial ao tratamento do doente critico e estão diretamente relacionadas com maior indicies de gravidade do doente.
• A melhor pratica e Know-how de cuidados de enfermagem são fatores preditivos de sucesso
• Princípios Físico-Químicos das TSR;
• As diferentes modalidades terapêuticas;
• As indicações e contraindicações para a sua realização;
• Vantagens e desvantagens;
• Qual o timing para o início da TSRC;
• Importância das diferentes membranas do filtro;
• Anti-Coagulação do circuito ou extra-circuito;
• A importância dos acessos vasculares em TSRC;
• Competências de atuação do enfermeiro pré, durante e após a realização da técnica;
• Monitorização e vigilância de parâmetros;
• Complicações inerentes a TSRC no doente critico.
Ao longo do curso, procurar-se-á recorrer a métodos e técnicas diversificadas procurando manter a atenção e motivação dos formandos. A estrutura programática e os planos de sessão não serão estáticos e novas técnicas podem ser introduzidas sempre que haja recetividade e oportunidade e seja considerado pertinente pelo formador.

Sistematizando:
1. Os Métodos expositivo e Interrogativo serão privilegiados ao longo de toda a formação, recorrendo a sessões expositivas e utilização de diapositivos em PowerPoint e Prezi . Todas as sessões serão iniciadas com a técnica da Interrogação, procurando avaliar através de 4-5 perguntas, o nível de conhecimento dos formandos acerca dos conteúdos a ser ministrados, assim como potenciar a motivação;
2. Será também utilizada uma versão modificada do Estudo de Caso, onde serão apresentados casos clínicos exemplificativos. Os formandos serão novamente convidados através da interrogação, a participar e a ajudar a construir a sessão chegando a conclusões no caso apresentado;
3. Nos módulos de Acesso Vascular e Máquina de Diálise, após esclarecimento de conteúdos de forma expositiva, será utilizada a demonstração indireta, usando vídeo, para consolidar conceitos. Após a projeção de vídeo, serão disponibilizados materiais para manipulação pelos formandos, discussão e esclarecimento de dúvidas;
4. No Módulo de Estratégia Dialítica serão entregues no início da sessão, Protocolos de atuação institucionais para apoio à sessão;
5. Haverá ainda lugar a uma atividade outdoor constituída por estágio observacional de 10h numa Unidade de Hemodiálise Privada. A atividade "estágio observacional acumula com as 16h teórico-práticas em sala e tem objetivos pré-definidos;
6. A atividade de avaliação será desenvolvida numa plataforma colaborativa.
• Avaliação Formativa contínua
• Teste por formulário online no final da ação

Coordenador do Curso

Currículo do curso

Total learning: 1 lições / 1 questionários Time: 50 weeks